quarta-feira, março 22, 2006
Dirigindo
Nota de Abertura: Não é adorável quando você está animado pra fazer alguma pesquisa na internet, de alguma coisa que por acaso lhe veio à cabeça e, antes que o navegador abra, você esqueceu o que ia fazer? Pois é.....
Ontem eu estava dirigindo. Dirigir para mim era algo impensável. Sempre me achei muito desajeitado para controlar todas aquelas alavancas e, ao mesmo tempo, conseguir calcular, distância, tempo, velocidade e prestar atenção em uma possível situação de perigo. Nada que a prática e a necessidade não corrigissem... Eu odiava dirigir no início, fazia qualquer coisa para não ter que pegar o carro. Às vezes chamava meu irmão mais novo, que era o contrário de mim, para me acompanhar a alguns lugares só para que ele levasse o carro.
Dirigir não era compatível com a minha personalidade. Exigia muita agilidade e concentração de alguém que era naturalmente lento e perdido no horizonte da vida, alguém que já tinha decidido morrer e aguardava esse dia. Mas acho que as mudanças que se processaram quando fiz 20-21 anos acabaram por me moldar de forma diferente. O carro tinha deixado de ser um inimigo.

É estranho, me sinto o Dr. Hyde ao volante. Minha paciência acaba, minha irritabilidade se acentua. Penso que seria como jogar Burnout3:Takedown na vida real. A música, que é outra influência no meu humor e tá sempre comigo no carro, só fortalece esses sentimentos. Essa emulação toda não pode acabar bem. Especialmente naqueles dias em que meus instintos suicidas estão mais aguçados.

Ontem foi um deles, quando algumas palavras ingratas atingíram o meu ponto nevralgíco com a precisão de um sniper. O sentimento de rejeição é tão intenso que, se eu pudesse, me pulverizaria alí mesmo. Mas não posso fazer isso, então o que me resta é transferir toda a minha frustração para o carro. E o velocímetro avança, a música reforça o sentimento agressivo. Enfiar o carro no primeiro poste com que me deparar nunca pareceu tão plausível. Mas nada acontece... Sou covarde demais para tentar qualquer coisa assim. Do contrário, teria tentado a muito tempo atrás, não precisaria de um carro pra isso. E tenho o sentimento dentro de mim que ainda vou passar muito tempo aqui. Não tenho esse privilégio de ser 'escolhido' antes dos outros. E o verme da rejeição continua aqui, roendo a minha alma, tomando conta do meu centro de energia.
Ontem eu estava dirigindo. Dirigir para mim era algo impensável. Sempre me achei muito desajeitado para controlar todas aquelas alavancas e, ao mesmo tempo, conseguir calcular, distância, tempo, velocidade e prestar atenção em uma possível situação de perigo. Nada que a prática e a necessidade não corrigissem... Eu odiava dirigir no início, fazia qualquer coisa para não ter que pegar o carro. Às vezes chamava meu irmão mais novo, que era o contrário de mim, para me acompanhar a alguns lugares só para que ele levasse o carro.
Dirigir não era compatível com a minha personalidade. Exigia muita agilidade e concentração de alguém que era naturalmente lento e perdido no horizonte da vida, alguém que já tinha decidido morrer e aguardava esse dia. Mas acho que as mudanças que se processaram quando fiz 20-21 anos acabaram por me moldar de forma diferente. O carro tinha deixado de ser um inimigo.

É estranho, me sinto o Dr. Hyde ao volante. Minha paciência acaba, minha irritabilidade se acentua. Penso que seria como jogar Burnout3:Takedown na vida real. A música, que é outra influência no meu humor e tá sempre comigo no carro, só fortalece esses sentimentos. Essa emulação toda não pode acabar bem. Especialmente naqueles dias em que meus instintos suicidas estão mais aguçados.

Ontem foi um deles, quando algumas palavras ingratas atingíram o meu ponto nevralgíco com a precisão de um sniper. O sentimento de rejeição é tão intenso que, se eu pudesse, me pulverizaria alí mesmo. Mas não posso fazer isso, então o que me resta é transferir toda a minha frustração para o carro. E o velocímetro avança, a música reforça o sentimento agressivo. Enfiar o carro no primeiro poste com que me deparar nunca pareceu tão plausível. Mas nada acontece... Sou covarde demais para tentar qualquer coisa assim. Do contrário, teria tentado a muito tempo atrás, não precisaria de um carro pra isso. E tenho o sentimento dentro de mim que ainda vou passar muito tempo aqui. Não tenho esse privilégio de ser 'escolhido' antes dos outros. E o verme da rejeição continua aqui, roendo a minha alma, tomando conta do meu centro de energia.
Regenus Pax 3:40 PM













